Presente e Futuro da Toxicologia de Alimentos. Quão possível é substituir testes com animais X in vitro?
Toxicologia é tema muito importante, por vezes pouco conhecido por profissionais da área. Esse tema foi brilhantemente abordado pelo Dr. Jean-Pierre Cravedi, Diretor de Pesquisa do INRA – L’Institut Nacional de la Recherche Agronomique.
Dr. Cravedi abordou as mudanças que estão ocorrendo, principalmente sobre as mudanças de metodologia fundamentada em estudos com animais para estudos in vitro.
Primeiramente ele abordou a caracterização do perigo químico: substância que não deveria estar contida nos alimentos, prejudicando a qualidade ou a sua inocuidade, se causar efeitos adversos à saúde do consumidor. Pode ser natural ou gerada artificialmente.
As substâncias que se caracterizam como perigos químicos à Segurança de Alimentos são sujeitas à regulamentação. Podem ser de quatro tipos:
– ingredientes alimentares tais como aditivos, enzimas e aromatizantes alimentícios, além de fontes de nutrientes
– resíduos da cadeia de alimentos, tais como: aditivos alimentares, medicamentos veterinários e defensivos agrícolas
– contaminantes poluentes do meio ambiente, que podem ser naturais ou do processo
– contaminantes provenientes de materiais que entram em contato com os alimentos.
Para fins de regulamentação, devem ser feitos testes toxicológicos para estabelecer os perigos e avaliar os riscos decorrentes de seu uso. Os principais testes toxicológicos são feitos com animais:
- Toxicidade Genética – tanto em em mamíferos como em sistemas bacterianos
- Toxicidade Oral Aguda – dose única, LD50, + outros testes agudos
- Toxicidade Subcrônica – 28 ou 90 dias: para fornecer informações sobre os principais sítios bioquímicos e efeitos toxicológicos.
- Toxicidade Crônica – 2 anos em testes com ratos.
- Toxidade na Reprodução – fertilidade, toxicologia do desenvolvimento, teratologia.
- Estudos especializados imunotoxicidade, neurotoxicidade
- Toxicocinética
Para alguns perigos químicos, a toxicidade aguda pode levar à danos à saúde imediato, o que está atrelado à severidade e concentração do agente. Porém para a maioria os efeitos são crônicos e a longo prazo.
Na figura abaixo pode-se ter uma ideia de quantos animais se requer nos estudos toxicológico para registro de defensivos agrícolas (pesticidas).
Mas e os testes in vitro?
Ficarão para a Parte 2. Aguarde.
Fonte do texto:
Palestra de Jean-Pierre Cravedi durante a Conferência da GFSI 2019, Nice.
Fonte da foto:
https://humantoxicologyproject. org
Autor: Mayara Athayde e Dra. Ellen Lopes do IRSFD – Instituto de Responsabilidade Social Food Design.
Sobre o IRSFD:
O Instituto de Responsabilidade Social Food Design é uma entidade sem fins lucrativos que tem como objetivo agregar valor para pequenos negócios da cadeia de alimentos.
Legislação de Embalagens e Superfícies de Contato
Treinamentos de maio – inscrições em:
https://www.fooddesign.com.br/servicos/treinamentos/abertos/
- 13: Workshop de Alergênicos ‐ RDC nº26/ 2015 ‐ da teoria à prática
- 14,15,16: APPCC/ HACCP base Codex Alimentarius
- 17: Food Defense e Prevenção de Fraudes em Alimentos
- 21 e 22: Workshop de Rotulagem de Alimentos – Teoria e Prática
- 22, 23, 24: HACCP – Base ISO 22000
- 28 e 30: FSSC 22000 v.5 – Entendimento
- 28,29,31: FSSC 22000 – Formação de Auditor Interno
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