Damos continuidade ao post sobre a palestra da Conferência GFSI de 2019 referente às mudanças que estão ocorrendo, em relação a caracterização dos perigos químicos. (Parte 1- veja em https://www.fooddesign.com.br/presente-e-futuro-da-toxicologia-de-alimentos-quao-possivel-e-substituir-testes-com-animais-x-in-vitro/).

 

Dr. Jean-Pierre Cravedi, Diretor de Pesquisa do INRA lembrou que um contaminante de natureza química, pode ter origem natural ou artificial, sendo contaminante quando pode prejudicar a qualidade ou a inocuidade dos alimentos. Ele explicou que a preocupação com a segurança relacionada aos perigos químicos se deve por existir um grande número de substâncias disponíveis, e como os testes tradicionais são onerosos e consomem tempo, só uma pequena fração das substâncias químicas foram já de fato avaliadas quanto ao potencial efeito na saúde humana.

 

Dr. Jean-Pierre explicou que num futuro próximo a realidade dos testes toxicológicos será outra, uma vez que já existe um Programa de Pesquisa Europeu, o EU–ToXRisk, que visa substituir os testes toxicológicos feitos com animais por avaliações baseadas em respostas com células humanas, além de contemplar um amplo entendimento dos mecanismos das relação causa-efeito dos diversos tipos de efeitos adversos.

 

Ele acrescentou que “uma outra abordagem possível é o IATA (Integrated Approaches to Testing and Assessment – em português: Abordagem Integrada com Testes e Avaliações), baseado na ciência para a caracterização do perigo químico através de uma análise integrada de informações”.

 

Assim, as novas propostas em testes toxicológicos são muito prósperas, por:

– serem baseadas na biologia dos humanos

– possibilitarem estudo de múltiplas doses in vitro

– darem resultados mais rápidas

– terem custo menor para sua execução

– responderem à parte da sociedade que é contra o uso de animais em testes toxicológicos.

Abaixo segue ilustração comparativa com a visão dos testes toxicológicos atual X futuro. Aspectos elencados: poder preditivo atual, quantidade de dados gerados, custo por substância química, quantidade de testes /ano e poder preditivo futuro.

Fonte do texto:

Palestra de Jean-Pierre Cravedi durante a Conferência da GFSI 2019, Nice.

Fonte da foto:

https://humantoxicologyproject. org

Autor: Mayara Athayde do IRSFD  e  Dra. Ellen Lopes da Food Design e do IRSFD.

Sobre o IRSFD:
O Instituto de Responsabilidade Social Food Design é uma entidade sem fins lucrativos que tem como objetivo agregar valor para pequenos negócios da cadeia de alimentos.

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